Injustiçado? Vini Jr. não alcança protagonismo de antecessores na seleção

Às vésperas da sua primeira Copa do Mundo como maior protagonista da seleção brasileira aos 25, quase 26 anos, Vinícius Júnior não teve boa atuação na derrota de ontem por 2 a 1 diante da França, em Boston. A partida reaqueceu o debate sobre diferenças entre seu desempenho no Real Madrid e na seleção, e Ancelotti foi questionado sobre isso.

“Não falta nada (para ser o mesmo Vinicius do Real). O Vini é sempre perigoso, eu não vejo diferença. Um atacante nem sempre pode marcar gols, o trabalho está bem feito”, disse.

A imagem de um astro que está devendo com a camisa da seleção brasileira vem se tornando uma sombra para Vini Jr. As expectativas sobre o atacante são altas, natural para um jogador que foi eleito o melhor do mundo em 2024. A avaliação faz sentido, ou ele é injustiçado?

As pistas podem estar no passado: como era a trajetória na seleção brasileira dos últimos craques eleitos melhores do mundo no ano das suas principais Copas como protagonistas? Como se comparam as marcas, títulos e gols de Vini Jr. em 2026 às dos seus antecessores?

Impossível não incluir nessa análise também Neymar, que não chegou conquistar o prêmio de melhor do planeta, mas reinou como estrela maior da seleção por praticamente 15 anos.

Vinicius começou 2026, o ano de sua Copa, com 44 jogos e 8 gols pela seleção, e um vice-campeonato da Copa América de 2021. O jogo contra a França foi o de número 45 na sua carreira com a amarelinha.

Neymar em 2018
Neymar já disputou a Copa de 2014 como maior estrela da seleção, aos 22 anos, mas a sua principal Copa, na qual chegou com status de estrela mundial e 26 anos de idade foi a de 2018. Nunca chegou a ser eleito melhor do mundo, mas foi protagonista na conquista da Champions League em 2015.

Camisa 10 e estrela absoluta da seleção, Neymar entrou em 2018 com assombrosos 83 jogos e 53 gols pelo Brasil. Tinha no currículo a conquista da Copa das Confederações em 2013 e a medalha do ouro olímpica de 2016.

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